O QUE É O EVANGELHO NA PRÁTICA…?

O que é o Evangelho na prática…? É o Verbo(Jesus) em todas as Suas histórias, ações, visões, ensinos, interpretações da realidade e, sobretudo, Sua entrega voluntária, como Cordeiro; e, para além disso, Sua Ressurreição!

A palavra Evangelho, vem do grego “euanguélion”, significando literalmente, “boas novas”. Quando os anjos anunciaram aos pastores o nascimento de Jesus, empregaram o verbo “euanguelizo”, que tem o significado de “levo” ou “trago boas novas” (Lc 2:10)

O Evangelho/Palavra/Verbo/Reino, todavia, é um ESPÍRITO, ou seja, é VIDA, vejamos:

Nas escrituras não há nenhum texto que fala em EVANGELHOS (plural), mas sempre EVANGELHO no singular.

Basta ler as seguintes referências: 
Mateus 4:23; 9:35; 11:5; 24:14; 26:13.
Marcos 1:1; 1: 14; 1:15; 18:35; 10:29; 13:10; 14:9; 16:15. 
Lucas 7:22; 8:1; 9:6; 16:16. 
Atos 11 :20; 14:7; 20:24; 14:21; 15:7; 16:10. 
Romanos 1:1, 9, 15, 16; 2:16; 10:16; 15:16, 19; 16:25. 
I Coríntios 1:17; 4:15; 9:12,14. 
II Coríntios 2:2; 10:14; 11:7; 12:12 Ainda em: Gálatas, Filipenses; I Tessalonicenses, Timóteo, I Pedro e Apocalipse.

Portanto, em mais de 55 vezes, o Novo Testamento fala em UM SÓ EVANGELHO, e em nenhuma vez fala em EVANGELHOS (plural), ou seja, 4(quatro) evangelhos.

Por que?
Porque o Evangelho é o Verbo encarnado, chamado JESUS.

Então se você estiver pregando e vivendo ou vivendo e pregando outra coisa que não seja o EVANGELHO/VINHA/REINO/VERBO/JESUS que é o AMOR INCONDICIONAL (I Co 13), eu rogo a Deus que tenha misericórdia de ti.

O Verbo(Jesus) começou o seu ministério com a mensagem do Reino de Deus:

“Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” Mt 4:17

Em toda Galiléia o Verbo(Jesus) pregou o Evangelho do Reino de Deus:

“Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo” (Mt 4:23)

Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o Evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele” (Lc 8:1)

O Verbo(Jesus) sabia muito bem porque tinha sido enviado.

“Sendo dia, saiu e foi para um lugar deserto; as multidões o procuravam, e foram até junto dele, e instavam para que não os deixasse. Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie o Evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (Lc 4:42-43).

O Reino de Deus não se confunde com os reinos dos homens.

Passa-se ao nível de uma vida nova, ou seja, por isso é preciso nascer de novo para entrar no Reino: “Quem não nasce do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. O que nasce da carne é carne, o que nasce do Espírito é Espírito” (Jo 3: 5-6).

O Reino de Deus implica decisão e fidelidade à vontade de Deus, a qual coincide rigorosamente com o que é melhor para nós: “Quem lança mão do arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus” (Lc 9: 62). Ou então: “Se a vossa justiça (fidelidade à vontade de Deus) não exceder a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5:20).

Depois da sua conversão, o apóstolo Paulo passou a sua vida a anunciar o Reino de Deus (At 28:31).

O que você está pregando, meu irmão(a), é o Reino de Deus?

Muitos ainda não entenderam que o Evangelho (singular) é o Verbo encarnado, chamado Jesus de Nazaré, que, separadamente de Jesus, criaram uma outra coisa.

De fato o Verbo(Jesus) é o Evangelho do Reino, pois é somente Nele, e na fé que converge de modo exclusivo para Ele, que surge o entendimento do Evangelho.

O Evangelho é o Verbo(Jesus), em todas as Suas histórias, ações, visões, ensinos, interpretações da realidade, e, sobretudo, Sua entrega voluntária, como Cordeiro; e, para além disso, Sua Ressurreição!

Para se entender o Evangelho tem-se que olhar a vida com o mesmo tipo e qualidade de amor que Jesus demonstrou em Sua existência no tempo e no espaço, ou seja: na Sua Encarnação.

O Evangelho só cresce em nós quando a consciência do Verbo(Jesus) se torna crescente em nós. Isto é ter a mente de Cristo, segundo Paulo. Portanto, isto é Evangelho.

Quando Paulo diz que o Evangelho é poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, ele não se refere a nenhuma sorte de adesão à “religião da salvação”, mas exclusivamente a ter crido e obtido, pela fé, o entendimento para provar a salvação como benefício espiritual já na Terra.

JESUS E SUA ÉPOCA
Os estudos históricos mostram que Jesus vivia em uma época em que havia fome, pobreza e muita doença.

a) havia gente explorada por um sistema injusto (Lc 22,25), com desemprego, empobrecimento e endividamento crescentes (Mt 6:12; 18,24,28-34; 20:3,6; Lc 16:5);

b) havia classes altas, comprometidas com os romanos na exploração, do povo (Jo 11:47-48; Lc 20:47) e poderosos ricos que não se importavam com a pobreza dos irmãos (Lc 15:16; 16:20-21);

c) havia grupos de oposição aos romanos que se identificavam com as aspirações do povo (At 5:36-37);

d) havia muitos conflitos e tensões sociais (Mc 15:6; Mt 24:23-24) com repressão sangrenta que matava sem piedade (Lc 13:1);

e) havia a religião oficial, que era ambígua e opressora, organizada em torno da sinagoga e do templo (Mt 23:4,23-32; Mt 21:13);

f) havia a piedade confusa e resistente dos pobres com suas devoções, romarias e práticas seculares (Mt 11:25; 21:8-9; Lc 2:41; 21:2).

Ou seja, na época de Jesus, havia conflitos nos vários níveis da vida da nação: econômico, social, político, ideológico, religioso. O povo estava sem condições de reencontrar a unidade.

Jesus não se manteve neutro, ao contrário, Ele tomou posição, através da sua atitude, a Boa Nova de salvação se fez presente na vida do povo.

Está atitude é antes de tudo, uma prática, fruto da experiência que Ele tinha com o Pai, isso o levava a tomar determinadas atitudes.

Seria longo demais descrever todos os aspectos da prática evangelizadora de Jesus. Enumeramos apenas os mais importantes e os mais evidentes.

Jesus não somente ensinava sobre a necessidade de evangelizar.

Ele mesmo deu o exemplo que todos precisamos seguir, saindo por todos os lugares. Jesus não discriminou lugares ou pessoas.

A missão da Igreja, portanto, está no propósito pelo qual ela existe. A Igreja é o agente de Deus no mundo para cumprir a Sua vontade. Essa vontade se resume em sua missão.

Falar da natureza missionária da Igreja significa falar da minha e da sua responsabilidade como membros do corpo de Cristo.

A Igreja não faz Missão, a Igreja É a Missão!
A igreja evangélica só é evangélica se anunciar o Evangelho.
A Missão reflete um modo correto e saudável de ser igreja.

Para que venhamos cumprir bem a sua missão integral, necessitamos possuir a PERFEITA VISÃO de Cristo quanto ao real estado da humanidade sem Deus, sem esperança e sem salvação (Jo 4:35). Só assim ela poderá entender:

a) A importância de ir: “…Ide…”
b) A importância de pregar: “…pregai…”
c) A importância de fazer discípulos: “…fazei discípulos…”
d) A importância de batizar: “…batizai-os…”
e) A importância de ensinar: “…ensinando-os…”

Em outras palavras, a Igreja consciente da sua responsabilidade missionária, seja para com Deus(adoração), para consigo mesma(serviço) e para com o mundo(evangelização).

A visão que Deus tem dado à Igreja(organismo) é o fator principal na extensão do Evangelho do Reino a todas as nações.

O que hoje se chama de missões deve basear-se nos princípios que Jesus ensinou, tanto em sua forma como em seu conteúdo.

Isto evitará que entremos em metodologias superficiais e soluções puramente humanas.

Não podemos pensar em missões como um dos aspectos, ou seja, um departamento da Igreja, mas como afirma o Dr. J. Andrew Kirk: “a Igreja é missionária por natureza ao ponto de que, se ela deixar de ser missionária, ela não tem simplesmente falhado em uma de suas tarefas, ela deixa de ser Igreja”.

Foi por causa disto e outras coisas que os “cristãos” ainda não entenderam que o Evangelho é Jesus que, separadamente de Jesus, criaram uma outra coisa que deveria ser vista por todos como “o Evangelho”, ou seja, tornando Jesus tão diferente daquilo que a “igreja” chama de “Evangelho” e, ao mesmo tempo, tornou a “igreja” tão diferente em relação à Pessoa de Jesus, isto é, Evangelho.

Muita gente diz “o evangelho está crescendo…” ou “o evangelho está enfrentando resistências…” ou, ainda, “o evangelho progrediu muito…” — sempre em referência ao crescimento de adesões religiosas à “igreja”, mas quase nunca pensando que o Evangelho só cresce para dentro do ser; e qualquer coisa que carregue o seu nome do lado de fora tem que ser um mero reflexo do que ele gerou no coração.

Todavia, para a “igreja”, Jesus salva, mas o que o salvo se torna não tem nada a ver com Ele! Aliás, se ficar parecido com Ele, não serve para a “igreja”. Pois nada incomoda mais a “igreja” do que alguém que busque ser, radicalmente, como Jesus.

Andar como Ele andou, para a “igreja”, significa outra coisa. De fato significa comportar-se como a “igreja” determina, mesmo que isso venha a ser equivalente a negar o modo como Jesus se mostrou a todos os seres humanos conforme o registro dos “quatro evangelhos”.

Na verdade, Jesus é o Evangelho, pois é somente nEle e na fé que converge de modo exclusivo para Ele que surge o entendimento do Evangelho/Reino.

O Evangelho é Jesus, em todas as Suas histórias, ações, visões, ensinos, interpretações da realidade e, sobretudo, Sua entrega voluntária, como Cordeiro; e, para além disso, Sua Ressurreição!

Para se entender o Evangelho tem-se que olhar a vida com o mesmo tipo e qualidade de amor que Jesus demonstrou em Sua existência no tempo e no espaço, ou seja: na Sua Encarnação.

O Evangelho só cresce em nós quando a consciência de Jesus se torna crescente em nós. Isto é ter a mente de Cristo, segundo Paulo. Portanto, isto é Evangelho.

O Evangelho é o entendimento segundo Jesus que se torna vida e alegria para quem crê.

Sem tal olhar e sem tal sentir e pensar, conforme Jesus, não há nada que seja Evangelho. Sim, sem isto podemos ter “quatro… evangelhos”, mas não termos ainda O Evangelho.

Isto porque O Evangelho não existe nos “quatro evangelhos”. Neles (Mateus, Marcos, Lucas e João) temos registros verdadeiros de quem é Jesus e de tudo o que, sendo essencial, Ele fez e ensinou.

Sim, não há nada além de letras nos registros dos “quatro evangelhos”, até nos mais originais de todos eles, posto que O Evangelho não é uma informação, mas sempre uma encarnação do Verbo(Jesus).

Por essa razão, do ponto de vista de Jesus, conforme os “quatro evangelhos”, o Evangelho tinha a ver com gestos. Afinal, uma mulher o unge com óleo e Ele mesmo disse que aquilo era o Evangelho.

Dizem que na Bíblia há “quatro evangelhos”, mas nenhum deles é Evangelho enquanto não é crido e praticado!

Quando Paulo diz que o Evangelho é poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, ele não se refere a nenhuma sorte de adesão à “religião da salvação”, mas exclusivamente a ter crido e obtido, pela fé, o entendimento para provar a salvação como benefício espiritual já na Terra.

Afinal, Evangelho é Boa Nova, ou seja, aprender com Aquele que é manso e humilde de coração, achar nEle descanso para a alma e trocar a canga da angústia pelo peso leve de Seu fardo de alegrias.

Evangelho é a chance de nascer de novo e de ter no coração o reino de Deus!

Evangelho é certeza de perdão, que traz consigo o compromisso com o perdão ao próximo; o que não é um sacrifício, mas algo agradável, um grande privilégio!

Evangelho é ser forte contra a mentira e doce ante qualquer que seja a confissão de verdade!

Evangelho é a alegria de dar a vida pelos amigos e até pelos inimigos!

Evangelho é, portanto, andar como Ele andou; e isto para total benefício de quem O segue em fé!

Evangelho é assim… igualzinho a Jesus!*

E para dizer o que é Evangelho, com minha imensa limitação, tería que escrever tudo o que vejo, sinto, percebo e recebo de Jesus todos os dias; além de tudo o que de Sua Graça me proporciona na minha vida, e na de todo aquele que crê e busca andar conforme a Sua mente.

Assim, ao invés de buscar decorar os “evangelhos”, busque entender o espírito deles, pois Jesus disse: “A minha Palavra é Espírito e Vida” (Jo 6:63).

Enquanto o Evangelho não se torna um entendimento em fé que nos concede cada vez mais ver, sentir, e decidir conforme Jesus, nenhum benefício do Evangelho chegou até nós.

O Evangelho é Caminho, Verdade e Vida — e Caminho, Verdade e Vida só estão em Jesus. Portanto, o Evangelho é Jesus e Jesus é o Evangelho; e tudo o que não for assim e conforme o espírito de Cristo pode até ganhar o apelido de “evangelho”, mas não é o Evangelho.

Ora, é apenas por crer que os “quatro evangelhos” só se tornam Evangelho se cridos e praticados como entendimento e consciência; e também é somente por ter o testemunho de toda a História da Igreja quanto ao fato de que sem Bíblias o povo fica nas trevas, mas também que com Bíblias, porém sem ter Jesus como a “chave hermenêutica” da leitura, o povo fica “evangélico”.

Ouso dizer que nem mesmo a Bíblia ajuda se a pessoa não tiver entendido que Jesus é o Evangelho; e que até da Bíblia muitas coisas deixam de ser Evangelho pelo simples fato de não terem sido encarnadas por Jesus como vida.

O local físico onde posso ler os “quatro evangelhos” se na leitura nós não olharmos tudo a partir da certeza de que Jesus é o Evangelho, a Bíblia servirá apenas para dividir e dividir as pessoas em nome de Deus, porém sem Deus em nenhuma das divisões, todas feitas em nome de verdades de fariseus; as quais, para Jesus, ainda quando eram verdadeiras, se tornavam mentira, posto que não eram praticadas pela via do amor que fez Deus se encarnar em Jesus.

A minha oração por você é essa: que possamos sempre aceitarmos o senhorio do Verbo(Jesus) ao chegar na porta do TABERNÁCULO e aos pés da cruz, ou seja, na base do ALTAR DE HOLOCAUSTOS/SACRIFÍCIOS onde há marcas de sangue inocente, somente ali, onde nossa vida é transformada, justificada e imputada o elo que nos une para sempre com Ele.

Ao mergulharmos nas águas(Palavra) da PIA que nos purifica, onde publicamente passamos a fazer parte da família de Deus, e agora, como membros, sobre a MESA DOS PÃES possamos nos alimentarmos do pão vivo do céu.

Agora é possível percebermos o brilho dAquele que é a Luz do mundo, como um CANDELABRO que ilumina, entendemos não existir Santificação sem a luz de Cristo e sua Palavra em nossa jornada.

Que Deus possa aceitar a nossa adoração, pois o Verbo(Jesus) e seus méritos de intercessão fazem com que as nossas orações subam como aroma suave através do ALTAR DE INCENSO as suas narinas, pois a oração da fé pode chegar aonde o corpo não pode entrar.

Enfim, que possamos chegar ao lugar mais seguro do universo, onde toda pobre alma sedenta anseia está, onde enxergo uma luz misteriosa pairando milagrosamente, é sua presença sobre a ARCA, ali onde o Verbo(Jesus) já nos preparou um novo e vivo caminho, que possamos sempre sermos fieis aos seus preceitos, “…guardando seus mandamentos”.

Esta é minha oração sincera e profética diante de um Deus tão grande… para você que verdadeiramente teve e continuará tendo interesse em aprender mais e mais da Palavra de Deus…

Um grande abraço, e até o próximo Refrigério Teológico!

“Que o SENHOR JESUS te ABENÇOE e te GUARDE, que o SENHOR JESUS faça RESPLANDECER o seu ROSTO em ti, e tenha MISERICÓRDIA de ti, que o SENHOR JESUS se LEVANTE ao teu FAVOR, e te dê a PAZ e a PROSPERIDADE” (Nm 6:24-26).

Seu irmão em Cristo, Pr. Francisco Miranda
Fundador, professor mestre do IBI “Instituto Bíblico Internacional” e Pastor auxiliar na AD Shalom, tendo como Pastores Presidentes: Pr. Hermes Vieira Netto e Prª Ezir Batista Vieira, 
em Palmas(TO).

Francisco Miranda
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