A mordomia do tempo é a base para o êxito administrativo de todas as esferas da vida de qualquer pessoa.

Por isso, o tempo deve ser santificado e remido ao Senhor. “Vede, pois, com diligência como andais, não como néscios mas como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Portanto, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Efésios 5:15-17).

Precisamos reservar, diariamente, um momento para orar, ler a Palavra e estarmos a sós com Ele, porque, todas as outras necessidades serão supridas.

Nesse Refrigério Teológico, quero refletir rapidamente com você sobre a MORDOMIA do TEMPO, isso mesmo, você sabia que existem dois dias que NADA podemos fazer: o ONTEM e o AMANHÃ. 

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou. Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar. Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar. Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar. Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora. Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar. Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz” (Eclesiastes 3:1-8)

Você já parou para pensar que nunca houve um dia como o dia de hoje, e jamais haverá, desde quando o tempo foi criado! 

Então saiba que este é o dia que fez o SENHOR; regozijemo-nos e alegremo-nos nele. Enquanto NÃO entendermos que o ONTEM é história, o AMANHÃ é um mistério, perdemos uma das maiores dádivas de Deus, que é o HOJE, por isso que se chama PRESENTE.

Quando NÃO valorizamos o PRESENTE DIÁRIO de Deus, estamos sujeitos a TRÊS situações, que é a DEPRESSÃO (excesso do passado), o ESTRESSE (excesso do presente), e a ANSIEDADE (excesso do futuro).

 

A mordomia do tempo

Olá, graça e paz, aqui é o seu irmão em Cristo, Pr. Francisco Miranda do Teologia24horas, que essa PAZ que EXCEDE todo ENTENDIMENTO, que é CRISTO JESUS, seja o árbitro em nosso coração, nesse dia que se chama HOJE. (Fl 4:7; Cl 3:15)

Saiba também que o TEMPO é o maior/melhor BEM que uma pessoa possa ter, por isso, é o MAIOR PRESENTE que você pode dar a alguém, é o seu TEMPO.

Por isso, não quero compartilhar qualquer coisa com você, mas sim o maior/melhor bem que eu tenho… O TEMPO.

Por que um dos maiores PRESENTES que você pode dar a alguém é o seu TEMPO, dar o seu TEMPO, é dar uma PORÇÃO da sua vida que nunca mais vai voltar.

Existem coisas que só aprendemos com o passar do TEMPO, e comigo não é diferente.

Aprendi que o SILÊNCIO é tão poderoso que responde ao nosso ofensor com delicadeza, por que o SILÊNCIO nos torna diferente e nele se opera a justiça de Deus…

Aprendi que a melhor ARMA que temos para nos defender de alguém que nos ofende, nos julga e nos fere, é o SILÊNCIO. 

Com o passar dos dias descobri que o TEMPO NÃO CURA NADA, e quem cura somos nós mesmos apenas perdoando e seguindo em frente…

Eu troquei coisas por MOMENTOS, e minha conta bancária ficou recheada de sorrisos. Acredite, eles são as melhores riquezas para se acumular.

Com o passar do TEMPO me dei conta de que reclamar não é a solução e que não se pode exigir resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas. Foi difícil, mas aprendi!

Houve um TEMPO em que eu tentava fugir das tribulações, esquecendo o que Paulo diz em Rm 5:3-5, que a TRIBULAÇÃO, gera a PACIÊNCIA, gera EXPERIÊNCIA, gera ESPERANÇA, hoje eu sei que tentar se livrar do problema muitas vezes não resolve nada, e que precisaremos encarado de frente, e isso também não é nada fácil.

Com o passar do TEMPO eu passei a amar ainda mais os meus sonhos, e descobri que sonhar é o segredo de uma vida feliz, sonhos te mantém vivo e te motiva a não desistir.

Com o passar do TEMPO confesso que fiquei mais seletivo, aprendi também a não me comparar com ninguém. 

Fora isso, o restante é tentativa e erro, e no fim é divertido, você vira especialista em conhecimento próprio, e quando isso acontece, você começa a se amar, e essa parte é a mais fácil. Rsss

Aprendi que… 
As pessoas vão esquecer o que você DIZ.
As pessoas vão esquecer o que você FAZ.
Mas elas NUNCA, JAMAIS ESQUECERÃO como você as fez SENTIR. (negativamente ou positivamente)

Buscar entender o sentimento do outro é o melhor caminho para amenizar a dor e conseguir lidar com ele de maneira adequada. 

Quando falamos em empatia nos referimos às questões interiores, ao fato de estar junto de alguém.

A pessoa que é empática mostra compreensão, solidariedade, disposição para ouvir e colaborar. E quando conhecemos melhor o mundo do outro, nos conhecemos também a nós mesmos.

Sem perceber, você vai incluir um novo hábito em sua vida e terá muitos resultados, como exercer melhor a liderança e estabelecer novos laços, pois a empatia abre e mantém portas abertas.

Os três falsos consoladores de Jó se mostraram incapazes de se colocar na situação dele. Por isso, o condenaram por pecados imaginários, que presumiram que ele tivesse cometido.

Humanos imperfeitos muitas vezes acham mais fácil julgar erros do que entender sentimentos.

Em resultado disso, nos sentimos impelidos a demonstrar mais amor, benignidade e compaixão para com os nossos filhos, os outros cristãos e os nossos vizinhos.

De modo que temos a obrigação moral de cultivar esta qualidade. Nossa empatia nos habilita a nos tornar ministros melhores e pais melhores. Acima de tudo, a empatia nos ajudará a descobrir que há mais felicidade em dar do que em receber” (Atos 20:35).

Então…
Antes de falar… Escute!
Antes de escrever… Pense!
Antes de criticar… Examine!
Antes de ferir… Sinta!
Antes de orar… Perdoe!
Antes de gastar… Ganhe!
Antes de render-se… Tente de novo!
ANTES DE MORRER… VIVA!

Lembre-se: se você VIVER um dia de cada vez, fazendo assim, você VIVERÁ todos os dias de sua vida. 
Não DESISTA enquanto ainda é capaz de um esforço a mais.
Não TEMA enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes.
Não CORRA tanto pela vida a ponto de esquecer onde esteve e para onde vai.
A vida não é uma corrida, mas sim uma VIAGEM que deve ser desfrutada a cada passo com as pessoas que amamos.

Por isso HOJE é o DIA de você SONHAR, SORRIR, ACREDITAR e acima de tudo ser MUITO FELIZ!

Senhor, ensina-nos a CONTABILIZAR os nossos dias

“Ensina-nos a contar de tal modo o número de nossos dias, para que possamos alcançar um coração cheio de sabedoria” Sl 90:12 

Em PRIMEIRO LUGAR, temos que ENTENDER o que de fato é MORDOMIA.
A etimologia da palavra MORDOMIA, vem do grego οικονομία “oikonomia”  (οἶκος ‘oiko’=casa, propriedade, riqueza ou fortuna), e “nomos” significando (regra, lei, organização ou até mesmo gestão).

O principal fundamento da MORDOMIA é gestão/administração com excelência dos RECURSOS do REINO de Deus, para isso, Ele nos fez REIS e SACERDOTES (Ap 5:9,10)

οικονομία “oikonomia” se refere a 3(três) conceitos relacionados, mas distintos, sobre a sociedade grega antiga: a) FAMÍLIA(lar), b) PROPRIEDADE (casa) da família (privado e micro), c) πόλις “PÓLIS” (cidade, público e macro).

Em SEGUNDO LUGAR, precisamos compreender o que de fato é o TEMPO, para isso, precisaremos diferenciar o TEMPO, a ETERNIDADE e o estado ETERNO.

O ser humano, que é uma criatura do TEMPO “chrônos= xρόνος”, tem dificuldade em diferenciá-lo da ETERNIDADE “kairós=καιρός, e principalmente do estado ETERNO “aeon=Αίων”.

Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chrônos “xρόνος” e kairós “καιρός”.

Porque mil anos, diante de teus olhos, são como o dia de ontem que passou, e como uma das vigílias da noite (Sl 90:4).

Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia (II Pe 3:8).

CHRÔNOS (xρόνος) se refere ao tempo cronológico ou sequencial, o kairós é um momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece.

KAIROS (καιρός) é uma antiga palavra grega que significa “momento certo” ou “oportuno”. É usada também na teologia para descrever a forma qualitativa do tempo, o “tempo de Deus”, enquanto chronos é de natureza quantitativa, o “tempo dos homens”.

Em síntese pode-se dizer que o tempo humano CHRÔNOS (xρόνος) é descrito em anos, meses, semanas, dias, horas e suas divisões. Enquanto que o termo KAIROS (καιρός) descreve “o tempo de Deus” que não pode ser medido e sim vivido.

Pois bem, já percebemos através dos parágrafos e ilustração acima, que o tempo é uma presença transitória em contraste com a eternidade que é uma presença permanente. Visto que o tempo presente coexiste na eternidade, isto é, o tempo e a eternidade andam juntos/paralelos.

Visto que o tempo presente coexiste na eternidade, isto é, o tempo e a eternidade andam juntos/paralelos, com uma diferença de um dia para mil anos, e mil anos, para um dia.

O ser humano, que é uma criatura do tempo, tem dificuldade em diferenciá-lo da eternidade e principalmente do estado eterno.

 

  • TEMPO: tem começo, meio e fim, com uma diferença da eternidade de 1000 (mil) anos.
  • ETERNIDADE: tem começo, meio e fim, com uma diferença do tempo de 1 (um) dia.
  • ETERNO: não tem começo e nem fim, por essa razão não pode ser confundido com o tempo e a eternidade, embora ambos coexistem.

O tempo e a eternidade têm tanto princípio como fim, mas o Estado Eterno não tem nenhum dos dois. O tempo se move do futuro, através do presente para o passado, mas o Estado Eterno é constante.

Quando o futuro tiver passado através do presente, nada será deixado para correr através do “agora”, ou seja, o tempo terá esgotado. Assim, nada será deixado senão a eterna constância.

O mundo dos homens é uma expansão criada no meio das águas, que está dentro do tempo, que está dentro da eternidade e todas as águas que estão por volta desta expansão estão dentro do estado eterno.

  • Leitura obrigatória: os homens vivem nesta expansão (cosmos) criada por Deus (Gn 1:6-9; II Pe 3:4-6). A eternidade é superior ao tempo em mil anos (II Pe 3:8; Sl 90:4).

Por outro lado, Deus sempre nos vê de uma vez só, isto é, o nosso passado, presente e futuro estão no É da eternidade, porque Deus se manifesta no presente da Eternidade: Eu sou.

O presente da eternidade abarca todo o tempo (passado, presente e o futuro do homem), veja o gráfico acima.

O livro de Apocalipse está escrito como se todas as coisas já estivessem acontecido, escrevendo assim “e Cordeiro tomou o livro das mãos daquele que estava assentado…”, isso aconteceu por que João foi arrebatado do tempo (chrônos) para a eternidade (kairós), ou seja, Deus olha para nós os homens e nos vê imediatamente nas três dimensões. isto é, Ele não só nos vê no passado, nem só no presente, nem tão pouco no futuro, mas ele nos vê completamente em seu presente eterno.

Vamos ver um exemplo para melhor compreensão do uso do tempo e da eternidade.

O tempo é muito inferior à eternidade onde os anjos vivem. Eles se movem na eternidade e nós nos movemos no tempo. Os anjos fazem cálculos inimagináveis baseando-se em equações de mil anos humanos para um dia divino; eles explicam como encontrar segundos de tempo, equivalentes à eternidade de sete anos humanos.

Os cálculos dos anjos são perfeitos, segundo a medida deles. Eles foram criados varões perfeitos e calculam mil anos por um dia na eternidade, em frações de milésimos de segundos com muitos números depois.

Os anjos vivem até os milésimos de segundos. Marcam visitas em milésimos… milionésimos… isto é normal para eles, isso é o mundo deles.

Quero mostrar para você alguns versículos da Bíblia referentes à contagem de anos, para que vejamos o que Deus diz a respeito disso, e como Ele qualifica e quantifica os nossos dias.

Duas genealogias

Em Gênesis, capítulos 4 e 5, há duas genealogias: o capítulo 4 trata da genealogia de Caim e o capítulo 5, da genealogia de Sete. Adão teve três filhos bem conhecidos: Caim, Abel e Sete, e gerou outros além desses. Abel morreu ainda jovem, por isso não tem genealogia. 

Nos capítulos 4 e 5 podemos ver duas linhas de pessoas e suas gerações, uma após a outra; uma linha procede de Caim, contendo Lameque, Tubalcaim etc, e outra começa em Sete, que inclui Abraão, Moisés e Cristo.

Podemos observar que as genealogias destas duas famílias são registradas sempre de maneira semelhante: alguém gerou alguém, que gerou outra pessoa… 

No entanto, há algo bem diferente nos dois registros. 
Enquanto o capítulo 4 somente diz: “Caim gerou Enoque e a Enoque nasceu-lhe Irade”, sem relatar quantos anos Caim viveu ou quantos foram os seus dias, o capítulo 5, entretanto, registra não só quem gerou, como também com que idade morreu. 

O capítulo 4 não registrou a idade das pessoas mencionadas (não por esquecimento do autor), mas o capítulo 5 o fez claramente: quem gerou quem, com que idade, quantos anos viveu depois disso e, ainda, o total dos anos que viveu na terra. 

Adão também foi colocado no capítulo 5 como tendo vivido novecentos e trinta anos. De Adão até Noé, o registro foi feito dessa forma clara. 

  • ADÃO = Homem
  • SETE  = Apontado
  • ENOS = Fraco e mortal
  • CAINÃ =  Aflição
  • MAALALEL =  Santo Deus
  • JAREDE = Ele descerá
  • ENOQUE = Ensino e Instrução
  • MATUSALÉM = Quando ele se for virá
  • LAMEQUE = Ausência de Esperança
  • NOÉ = Alívio e Conforto

Composição da FRASE…
Ao HOMEM está APONTADO uma MORTAL AFLIÇÃO, mas o SANTO DEUS, DESCERÁ ENSINANDO que sua MORTE, trará ao AUSENTE de ESPERANÇA, ALÍVIO e CONFORTO.

Essa é a grande diferença dos registros nos dois capítulos.

Qual é a razão dessa diferença? 
É porque aos olhos de Deus Caim não tem anos a serem contabilizados. 

Talvez ele tenha se casado aos cinquenta anos, gerado filhos aos sessenta e falecido com seiscentos anos, porém Deus não os considerou. Simplesmente os ignorou. 

Aos olhos de Deus este homem nunca viveu; mesmo enquanto vivia, ele estava morto. 

Por isso, somente seu nascimento foi registrado (que equivale à morte) e não sua morte. 

Já que, para Deus, ele não viveu, então não tem números para contabilizar e, também não morreu.

Que tipo de pessoa essas do capítulo 4 representam? 
Representam todos os que não nasceram de novo, os que estão mortos em Adão, os que não têm vida eterna, portanto não têm contagem de anos. 

As do capítulo 5, por sua vez, representam os que estão em Cristo. O significado do nome Sete é “substituto”, porque Abel morrera e Sete veio para substituí-lo; por essa razão representa os que nasceram de novo, os que têm anos contabilizáveis.

Mudar o mês

Outro versículo relacionado a esse assunto é Êxodo 12:2, que diz: “Este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano”. 

Deus disse para o povo de Israel para contar como primeiro o mês em que estavam.

Você já ouviu falar em mudar o mês? 
Suponhamos que estejamos no mês de outubro e o mude para janeiro, o primeiro. 

Por que mudaram o mês? 
Porque o povo de Israel saiu do Egito, o Cordeiro Pascal foi imolado e o povo foi libertado das mãos de Faraó.

Este é o início da história espiritual.

Pode ser que você já tenha idade avançada, com filhos e netos, mas quero perguntar: “Você nasceu de novo?” Se não, quero dizer-lhe que para Deus você não tem nem o primeiro mês espiritual!

Enquanto o povo de Deus não saiu do domínio de Faraó e não pintou com sangue a verga e ombreiras das portas, libertando-se do castigo de Deus, diante Dele eles não tinham o primeiro mês. 

Portanto, a história espiritual tem por início o sangue. 

Lembre-se de que o dia em que recebeu o sangue foi seu início. 

Se esse dia ainda não chegou, você ainda não tem idade. 

Sempre perguntamos às pessoas: “Quantos nascimentos você tem?” 

Se houve apenas um, eu temo por você, pois é necessário que você tenha o segundo nascimento. 

Temo que entre os que estão lendo esse livro, haja os que têm apenas um nascimento. 

Esses não têm o primeiro mês, assim como Caim, não têm anos contados diante de Deus. 

Mesmo que ele tenha vivido quinhentos ou seiscentos anos e realizado muitas coisas, nada disso tem valor. 

Note que enquanto o povo de Israel permaneceu no Egito, Deus não contou seus dias. Quando saíram do Egito, aquele foi considerado o primeiro mês. Por isso, a idade espiritual somente se inicia com o novo nascimento – a salvação.

Lembre-se de que a contabilidade de Deus é diferente da humana. 
Você pode ter sessenta anos, mas somente um mês diante de Deus, ou pode ter vinte anos, porém já ter dez anos perante Deus. 

A contagem inicia-se com a REGENERAÇÃO, pois antes disso não há nada a ser contabilizado. 

Lembre-se de que uma coisa é ano cronológico e outra é idade espiritual. Isso pode não ser compreensível para o mundo, mas é um fato espiritual: você pode ter vivido cinquenta anos e, ainda assim, não ter cinquenta anos de idade espiritual.

93 “noventa e três” anos

Vamos ler alguns versículos com atenção, a fim de entender como Deus conta os dias. 

Leiamos primeiramente Atos 13:18-22, e verifiquemos quantos anos há entre o êxodo do povo de Israel e a construção do santuário por Salomão: “E [Deus] suportou os seus costumes no deserto por espaço de quase quarenta anos (…) E, depois disto, por quase quatrocentos e cinquenta anos, lhes deu juízes, (…) e Deus lhes deu por quarenta anos, a Saul (…) quando este foi retirado, lhes levantou como rei a Davi [por quarenta anos]” (I Cr 29:27)

Pergunto: quantos anos somam? 
Quarenta mais quatrocentos e cinquenta somam quatrocentos e noventa anos, mais duas vezes quarenta anos resultam em quinhentos e setenta anos; somando-se mais três anos do reinado de Salomão até a construção do santuário, totalizaram quinhentos e setenta e três anos. 

Portanto, desde o êxodo até o início do quarto ano do reinado de Salomão, somam-se quinhentos e setenta e três anos.

Leiamos agora I Reis 6:1: “No ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, Salomão, no ano quarto de seu reinado sobre Israel, no mês de zive (este é o mês segundo), começou a edificar a Casa do SENHOR”. 

Aqui são mencionados quatrocentos e oitenta anos e não quinhentos e setenta e três anos. Estão faltando muitos anos, a diferença é de noventa e três anos. 

Se o registro de Atos estiver correto, então, o de I Reis deve estar errado. 

Como pode haver diferença tão grande? 
Ambos começam a contagem no êxodo e terminam na construção do santuário; portanto, deve haver erro em um dos registros ou em ambos.

Mas, na verdade, nenhum deles está errado; ocorre que em um dos registros há a aplicação do princípio espiritual de que falamos. 

Vejamos em Atos: os quarenta anos no deserto após o êxodo estão corretos, os quarenta anos de Saul também e os quarenta anos de Davi também estão certos. Começou-se a construção do templo no início do quarto ano do reinado de Salomão, portanto temos mais três anos. Todos estes anos estão corretos, pois foram anos em que os judeus dominavam. Entretanto, na época dos juízes, o povo de Israel foi levado cativo várias vezes. 

Vejamos agora, então, por quantos anos eles perderam o domínio da nação.

Juízes 3:8 registra: “A ira do SENHOR se acendeu contra Israel, e ele os entregou nas mãos de Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia, e os filhos de Israel serviram a Cusã-Risataim oito anos”. Essa foi a primeira vez que perderam a nação, e durou oito anos.

A segunda vez está registrada no versículo 14 do mesmo capítulo: “Os filhos de Israel serviram a Egrom, rei dos moabitas, dezoito anos”, e em 4:2, 3 lemos: “Entregou-os o SENHOR nas mãos de Jabim, rei de Canaã, que reinava em Hazor. Sísera era o comandante de seu exército, o qual, então, habitava em Harosete-Hagoim. 

Clamaram os filhos de Israel ao SENHOR, porquanto Jabim tinha novecentos carros de ferro e, por vinte anos, oprimia duramente os filhos de Israel”. Esta pode ser considerada a terceira vez, pois no meio do povo de Israel não havia juízes, e estavam totalmente sob as mãos dos gentios.

Em 6:1 há outro registro: “Fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o SENHOR; por isso, o SENHOR os entregou nas mãos dos midianitas por sete anos”. Essa foi a quarta vez, e durou sete anos. 

Há ainda o registro do último cativeiro em 13:1: “Tendo os filhos de Israel tornado a fazer O que era mau perante o SENHOR, este os entregou nas mãos dos filisteus por quarenta anos”. Portanto, os filhos de Israel perderam a liberdade e a nação, e serviram às nações gentias por cinco vezes. 

Quantos anos isso durou? Somando-se oito anos, mais dezoito, mais vinte, mais sete e mais quarenta, temos exatamente noventa e três anos!

Vemos a partir desse fato que Paulo incluiu esses noventa e três anos, mas o registro de 1 Reis não os contou. 

Em I Reis há apenas quatrocentos e oitenta anos que, na verdade, perfazem quinhentos e setenta e três anos. Por que noventa e três anos não foram contabilizados? Há um motivo: foram anos perdidos.

Tempo perdido

Quando estamos em cativeiro, quando estamos sujeitos aos gentios e não temos juiz, nesse período não há anos contabilizáveis. 

O que estamos vendo agora é um passo a mais em relação ao que vimos anteriormente: não somente antes de nascermos de novo estávamos mortos, sem dias contados diante de Deus, como também, após recebermos a vida eterna, muitos dias e anos são mortos diante Dele. 

Mesmo que você já pertença a Deus, seja alguém salvo, mas se for levado cativo e enredado pelo mundo, se for levado até Moabe para ali viver como escravo, não tendo liberdade para servir a Deus, esse tempo em que você não pode ser chamado de filho de Deus não é contado por Ele. 

Toda vez que você estiver obedecendo ao homem, servindo-O no lugar de Deus, esse tempo será perdido. 

Devemos contar quantos são os dias, após sermos salvos, que pertencemos a nós mesmos, em que vivemos em liberdade sem sermos escravizados pelos homens: esses são verdadeiramente válidos perante Deus.

Em outras palavras, talvez você tenha crido no Senhor há cinco, oito ou dez anos, mas nesses anos todos, quanto tempo você viveu insensatamente? Quantos desses anos devem ser descontados? Nós perdemos tempo demais!

Não sabemos se dentre tantos anos o tempo contado diante de Deus chega a um ano. Todos os anos que vivemos segundo nossa própria vontade, segundo a vontade do homem, são anos esquecidos. 

Vamos perguntar a nós mesmos: “Será que tenho dias perante Deus? Será que comecei a viver o primeiro mês?” 

Esta é a primeira pergunta. 

A segunda, que devemos fazer agora, é: “Eu nasci de novo; no entanto, temo que nesses anos tenha deixado passar muito tempo em branco. 

Quantos dias foram contabilizados por Deus?” 
Todo o tempo que vivemos em servidão e sem comunhão com Deus são dias perdidos. Talvez tenhamos crido no Senhor há oito ou dez anos, mas ainda somos iguais ao tempo em que nascemos – não houve qualquer progresso. 

Afinal, quantos dias realmente temos diante de Deus? 

Essa é uma questão extremamente importante.

Lembre-se do que Paulo disse aos coríntios: “Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como espirituais, e, sim, como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque não podia suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais” (I Co 3:1-4)

Essa afirmação significa que eles perderam muitos dias. 

Eram como uma criança velha: velhos na idade, mas ainda crianças. Deveriam ter crescido, e não cresceram. 

Perderam muitos anos, pois deveriam ser como um varão forte, trilhando impávidos o caminho, alimentando-se de alimento sólido, entretanto, viveram tantos anos em vão, como carnais. 

No tocante a andar no caminho da obediência ao Senhor, a confiar em Deus, já deveriam ser experimentados a ponto de ensinar a outros; porém, até então, eles mesmos não tinham conhecimento. 

Por isso, o apóstolo Paulo disse que, mesmo depois de nascermos de novo, muitos dos nossos anos podem não ser contados e continuarmos crianças.

Toda vez que penso nisso, sinto uma tristeza insuportável. 

Mas dou graças a Deus, pois no meio dessa decepção, Ele me deu um conforto: em Joel 2:25, lemos: “Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros”. 

Graças a Deus, Ele tem meios para nos restituir os anos devorados! Se você tiver sessenta anos e perdeu em vão trinta ou quarenta deles, provavelmente dirá: “Que farei, então? 

Não tenho mais oportunidade, pois não sei quantos anos ainda viverei! Os anos mais fortes foram devorados por Satanás, e os anos perdidos não voltarão, pois já não há tempo”.

Um homem viveu dez anos na terra, mas talvez lhe seja contado apenas um dia; por outro lado, um dia também pode valer mil dias. 

Davi disse que um dia nos átrios do Senhor vale mais que mil (Sl 84:10).

Por isso, nosso serviço a Deus não é vão. 
Os dias celestiais não são contados como as vinte e quatro horas de um dia. A contagem é espiritual, portanto, um dia nosso não significa necessariamente um dia nesta contagem.

Todos os que são pelo Senhor estão na luz, e todas as coisas sem Ele são cheias de trevas. 

Na Bíblia, há um versículo muito triste: “[Judas] tendo recebido o bocado, saiu imediatamente. E era noite” (Jo 13:30). Esse é o versículo mais negro. Judas saiu da presença do Senhor para traí-Lo. Isso são trevas eternas.

A partir desse dia, essa pessoa não tem mais dia claro, está sem luz, só tem trevas. Apartar-se do Senhor é algo muito perigoso. 

Quando não houver o Senhor, haverá noite. Portanto, cada um de nós deve começar a contar e determinar como viver os dias de agora em diante.

Espero que não somente deixemos de perder tempo, mas também façamos um dia valer mil, andando cada dia sem jamais parar, cada passo sendo dado na luz da vontade de Deus. 

Não espere mais! Quando permanecemos caídos, esse tempo é perdido! Não importa porque tenha caído, levante-se outra vez e ande.

Desocupados

Recordo-me da parábola dos trabalhadores na vinha, o texto diz que o Senhor saiu várias vezes para procurar trabalhadores.

“Saindo pela terceira hora, viu outros que estavam ociosos na praça, e disse-lhes: Ide vós também para a vinha” (Mt 20:1-16). 

Ocioso é estar parado, sem fazer nada. O Senhor quer que você trabalhe. Quando Ele saiu à hora undécima, viu que havia mais pessoas paradas e disse-lhes: “Por que estivestes aqui ociosos o dia todo?”

Que significa essa passagem? 
Nós sabemos que é uma parábola, dizendo-nos que Deus tem uma esfera, um limite determinado de trabalho: a vinha. 

Todos os que estão do lado de fora são ociosos. Não importa o que você esteja fazendo lá, o simples fato de estar do lado de fora significa que você está ocioso. Você pode ter sido um bom pai de família por algumas dezenas de anos, ou uma boa mãe por anos, ou tem sido um bom pastor, mestre ou missionário por toda a vida, ou tenha dedicado sua vida a trabalhar afanosamente pela igreja, pelo Evangelho, pela expansão do reino ou fez muitas coisas na sociedade – mas aos olhos de Deus você é um(a) ocioso(a). 

Será que uma pessoa assim está realmente ociosa, sem fazer coisa alguma? NÃO. De modo geral, as pessoas no mundo estão trabalhando.

Algumas trabalham pelo pão, pelas vestes e demais necessidades; outras, por serem ricas, talvez não precisem trabalhar por suas necessidades, mas estão ocupadas divertindo-se. 

Por isso, alguns pelo prazer da comida, outros pelos divertimentos, todos estão ocupados. Mesmo entre os que creram no Senhor, muitos são fervorosos em trabalhar para Ele. 

A quem, então. Deus se referiu como “ociosos”?
Para Ele, todos os que trabalham FORA DA VINHA SÃO DESOCUPADOS. Toda a obra, atividade e labor fora da vontade de Deus são vãos!

Provavelmente, você esteja extremamente ocupado com uma obra espiritual; mas Deus irá dizer-lhe com toda a calma: “Por que você está tão ociosos? As obras fora da vinha não são minhas!” 

Por esse motivo, aos olhos de Deus, será que nós não estamos desocupados, pois somente aquilo que está dentro da vinha é de Deus, será que o que estamos é na vinha=reino? 

O problema todo é se a obra veio realmente de Deus e se vai para Ele. Se for fora da vontade de Deus, todos os anos gastos não são contabilizados por Ele. Foi isso que o Senhor disse aos da hora undécima: “Por que estivestes aqui ociosos o dia todo?” 

Provavelmente há quem tenha vivido toda a vida dezenas de anos que não foram contados, pois “o dia todo” refere-se à vida toda. 

Isso não quer dizer que todos devem demitir-se do emprego para pregar a Palavra, pois Deus não ordenou que fizéssemos isso. O mais importante é que cada um de nós, não importa o que façamos, saiba que a posição em que está é realmente de acordo com o propósito de Deus. Tudo fazemos visando ao propósito de Deus em tudo, seja a vinha nosso centro. 

Na vinha há trabalho de todas as formas, não são todos iguais.

Provavelmente, alguns cavem a terra, outros semeiam e outros cortem.

Não importa o que se faça, desde que seja para a vinha. 

Certo trabalho pode ser sujo, como manusear adubo, outro é mais limpo como colher uvas; por isso, não pense: “Se eu fosse igual àquela pessoa, aí, sim, estaria fazendo a obra de Deus” ou “Preciso fazer aquele tipo de trabalho; aquele, sim, é válido”. 

Não é assim; tudo o que você fizer na vinha será válido.

Permita-me perguntar, talvez você tenha sido salvo há três, cinco, cinquenta ou sessenta anos. Mas, afinal, quantos desses anos você gastou para Deus? 

Quanto esforço e dinheiro você dedicou a Deus? 

É certo que deva trabalhar, mas para quem tem trabalhado? 

Podemos ter atividades seculares, desde que saibamos que elas estão realmente no propósito de Deus. 

Lembre-se de que Deus nunca disse como trabalhar na vinha. 

Talvez haja quem trabalhe integralmente na obra de Deus e, no entanto, essa não é a vontade de Deus que, pelo contrário, quer que essa pessoa tenha um trabalho secular.

Portanto, a questão toda está em seu coração e na vontade de Deus.

Desse modo, a consagração (entrega total=100%) é imprescindível. Se você foi salvo pelo Senhor e não se consagrou a Ele, ao final da vida não será considerado como quem trabalhou para Ele. 

Se, do dia da sua regeneração até hoje, no tocante a conduzir pessoas para Deus, você não moveu um dedo, então, é um desocupado. 

Essa é a maneira certa de contar o tempo, pois todos os dias que vivemos para nós mesmos, os dias em cativeiros e pecados, Deus não contabiliza. 

Há quantos anos vivemos na terra? Setenta ou oitenta? Temo que mesmo esses sejam poucos. Você conhece cristãos de cem anos? Talvez não existam. Nesse tempo já tão curto, subtraindo ainda os anos antes da salvação, quantos ainda restam? 

Você sabe por quantos anos ainda irá viver? Naquele dia, talvez já com mais de sessenta anos. Deus provavelmente lhe dirá: “Você viveu diante de Mim menos de dez anos. Você viveu apenas alguns dias: todos os outros foram esquecidos”. 

Vamos contar nossos próprios dias corretamente! 

Vamos usar bem o tempo que nos resta!

“Vede, pois, com diligência como andais, não como néscios mas como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Portanto, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Efésios 5:15-17).

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Espero que esse Refrigério Teológico possa te beneficiar em seu crescimento espiritual, e que sinta-se cada dia mais entusiasmado(a) em continuar o serviço do Mestre com excelência, espero que converse, compartilhe, discuta com o seu cônjuge, seus filhos, seus irmãos e amigos esse tema.

Teologia24horas, tornando sua experiência de autoaprendizagem, muito mais FÁCIL, INTUITIVA e principalmente INTERATIVA, e o melhor de tudo, aonde você estiver, a hora e quando quiser, e acredite, no seu tempo e no seu ritmo!

Estou à sua DISPOSIÇÃO para lhe ouvir, não HESITE em entrar em contato comigo caso surjam dúvidas, reclamações ou sugestões, através da nossa ComUNIDADE no Sparkle, Facebook, Telegram e principalmente pelo WhatsApp, se preferir faça suas considerações/comentários no ESPAÇO RESERVADO aqui abaixo…

Um grande abraço, e até o próxima!

“Que o SENHOR JESUS te ABENÇOE e te GUARDE, que o SENHOR JESUS faça RESPLANDECER o seu ROSTO em ti, e tenha MISERICÓRDIA de ti, que o SENHOR JESUS se LEVANTE ao teu FAVOR, e te dê a PAZ e a PROSPERIDADE” (Nm 6:24-26).

Seu irmão em Cristo, Pr. Francisco Miranda do Teologia24horas, um jeito inteligente de ensinar e aprender!

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