Na Parábola do Bom Samaritano são mencionadas cinco personagens principais (com exceção dos ladrões). São elas: o homem que foi assaltado; o sacerdote; o levita; o samaritano; e o dono da hospedagem. Obviamente dentre todas essas pessoas, o bom samaritano é a figura central.

Lucas 10:25-37 – A parábola do samaritano
25 – E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
26 – E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?
27 – E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
28 – E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.
29 – Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?
30 – E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
31 – E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
32 – E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo.
33 – Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;
34 – E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;
35 – E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
36 – Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
37 – E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira.

Jesus não diz nada acerca do homem que foi assaltado. Não se sabe sua ocupação, sua condição social, sua nacionalidade e nem o objetivo de sua viagem. Tudo o que se sabe é que ele foi cercado pelos ladrões que o deixaram quase morto.

Você já parou para pensar que a Parábola do bom samaritano (Lucas 10:25-37) é uma história toda feita de homens: o bom samaritano, o sacerdote, o levita, os ladrões e o hospedeiro – além de Jesus, que contou a história, e o intérprete da Lei, para quem ela é contada inicialmente – todos são homens. 

Aliás, o mesmo acontece na Parábola do Filho Pródigo, outra história profeticamente feita só de homens. De repente, amar vira especialidade dos homens!

Novembro Azul – Aprendendo a ser homem de espírito, alma e corpo

Olá, graça e paz, aqui é o seu irmão em Cristo, Pr. Francisco Miranda da AD Shalom e do Teologia24horas, que essa PAZ que EXCEDE todo ENTENDIMENTO, que é CRISTO JESUS, seja o árbitro em nosso coração, nesse dia que se chama HOJE. (Fl 4:7; Cl 3:15)

Amor ao próximo não é exatamente um sentimento, mas um mandamento. Jesus mostra que amar não é uma coisa do coração, mas da consciência! 

No centro da história, um homem espancado, caído à beira do caminho, talvez com ferimentos múltiplos, abandonado e arrasado. 

Ao sofrimento físico soma-se ainda a indiferença e o desamor de um “sacerdote” e depois de outro “levita” religioso que passam ao largo! 

Mas eis que chega a redenção: um desconhecido samaritano, estrangeiro, se aproxima e cuida do homem ferido. Presta os primeiros socorros, passa remédio, levanta ele no colo, leva para o hospital, e ainda paga suas despesas!

Jesus contou a Parábola do Bom Samaritano ao ser questionado por um homem que era doutor da Lei. Isso significa que aquele homem era um estudioso das Escrituras do Antigo Testamento. 

Primeiro o doutor da Lei perguntou a Jesus acerca do que ele deveria fazer para herdar a vida eterna. Lucas deixa claro que ele não fez essa pergunta por ignorância, mas porque ele queria testar Jesus.

Jesus reagiu à pergunta do estudioso com outra pergunta: “O que está escrito na Lei?” (Lucas 10:26). 

Com isso Jesus indicou que Ele não estava ensinando uma nova doutrina. Na verdade Ele estava apontando para os princípios básicos da Lei de Deus.

O doutor da Lei respondeu a pergunta de Jesus recorrendo a Deuteronômio 6:5 e Levítico 19:18, resumindo o mandamento divino da seguinte forma: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda tua alma de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lucas 10:27).

Então Jesus disse ao doutor da Lei que ele havia respondido corretamente. Bastava então fazer isto e ele obteria a vida eterna. 

O estudioso, ao invés de reconhecer sua condição de incapacidade diante da Lei de Deus e clamar por misericórdia por não ser capaz de cumpri-la com perfeição, tentou se justificar. Para tanto, ele fez mais uma pergunta: “Quem é o meu próximo?” (Lucas 10:29). 

Com essa pergunta o doutor da Lei basicamente estava afirmando que se ele não cumpria a Lei com perfeição, era porque ela não lhe parecia tão clara; especialmente com relação ao amor devido ao próximo. Foi nesse momento que Jesus introduziu a Parábola do Bom Samaritano.

O sacerdote e o levita que desciam pelo caminho, muito provavelmente estavam indo para suas casas. Em Jericó moravam muitos sacerdotes e levitas. Depois que eles terminavam suas ocupações no serviço religioso no Templo, eles partiam de Jerusalém para Jericó.

Os sacerdotes eram os ministros da adoração em Israel. Eles desempenhavam várias funções como intermediários entre Deus e os homens. Os levitas, por sua vez, eram os seus auxiliares dos sacerdotes.

O samaritano é descrito por Jesus como aquele que fez o que deveria ser feito. Na mentalidade de um judeu, isso não era algo comum. Os samaritanos não eram um povo simpático aos judeus, e vice e versa. A antipatia entre samaritanos e judeus remontava os tempos do Antigo Testamento.

Os judeus consideravam os samaritanos como um povo mestiço. Eles tinham erguido seu próprio Templo no monte Gerizim e seguiam como Escritura somente o Pentateuco.

Flávio Josefo diz que certa vez os samaritanos profanaram a área do Templo para impedir que os judeus comemorassem a Páscoa. Nas Sinagogas judaicas os samaritanos eram amaldiçoados; inclusive, os judeus pediam a Deus que excluísse os samaritanos da vida futura.

O significado da Parábola do Bom Samaritano fica claro diante da pergunta que precede a narrativa de Jesus: “Quem é o meu próximo?” (Lucas 10:29). Na Parábola do Bom Samaritano Jesus responde que o próximo é todo aquele que necessita de amparo, independentemente de quem seja.

Esse próximo, na maioria das vezes, não faz parte do nosso círculo familiar ou do nosso grupo de amigos. Frequentemente o próximo é um estranho, alguém que não é atraente aos nossos interesses. Talvez, pode ser até que esse próximo seja um inimigo, como no caso do samaritano e o judeu.

Mas também é fácil perceber que na parábola Jesus posiciona essa pergunta em sua forma correta. O ponto principal não é se perguntar “Quem é o meu próximo?”. A pergunta correta deve ser: “Eu estou sendo um bom próximo para os necessitados ao meu redor?”.

Jesus termina a Parábola do Bom Samaritano perguntando ao doutor da Lei quem provou ser o próximo do homem ferido. O estudioso teve de dizer que foi o homem que teve piedade dele, isto é, o bom samaritano. Então Jesus concluiu: “Vá e continue fazendo o mesmo” (Lucas 10:37).

O homem que já viveu a experiência de cuidar de outro homem sabe o quanto é difícil o simples ato de tocar o corpo alheio. Cuidar de alguém adoentado – seu pai ou irmão, por exemplo -, levar ao banheiro, dar banho, talvez trocar as fraldas, envolve superação de travas e preconceitos das partes envolvidas.

Ao mesmo tempo, ao vivenciarmos a experiência de cuidar de um homem, ganhamos o mundo!

Sem nenhum exagero, pode-se dizer que esse ato de cuidar do corpo de um homem nos ensina a ser homem! Aí crescemos em caráter, sensibilidade e dignidade.

Qual é a mágica do cuidado? Talvez seja por causa do contato com a fragilidade e total dependência de alguém igual a nós; talvez seja pelo reconhecimento de capacidades e travas ridículas que descobrimos em nós mesmos nesse momento; talvez seja porque, ao tocar alguém, na verdade, aí é que tocamos profundamente a nós mesmos! 

Quanta coisa o Sacerdote e o Levita perderam, não é mesmo? Quanta coisa se perde entre os homens enclausurados nas intolerâncias, nos preconceitos, nos machismos e nos egoísmos!

Que pena que a história do bom samaritano não chegue mais cedo ao coração de pais e filhos, que tantas vezes perdem a alma e a vida distantes uns dos outros.

O simples gesto de tocar e ser tocado é tabu até mesmo para muitos pais e filhos, que se distanciam quase que obrigatoriamente a partir da adolescência, já não ganham mais colo, nem beijo, nem toque algum, “mal e mal” um abraço torto daqueles de lado… Mais tarde serão acusados de frios e insensíveis por mulheres e homens com quem conviveram. 

Falta ainda mencionar os homens espancadores, aqueles que somem do texto e passam para a história como os malvados por excelência. 

Pois esse tipo de homem também precisa de salvação, e a emergência do socorro à vítima não deveria nos desculpar de enfrentar a parte mais dura do mundo masculino, nossos agressores.

Não é curioso que justamente nessa história tão voltada para a prática da misericórdia e do amor, se fale só de homens? 

Cuidar das feridas, amparar o necessitado e ter compaixão são coisas, afinal, muito mais comumente associadas ao feminino!

Podemos assumir que aqui a Bíblia no texto acima propositalmente fala só de homens.

Assim estaríamos diante da pura profecia da Palavra de Deus: são os homens que precisam cuidar dos homens, tocar suas feridas, amá-los e salvá-los do perigo.

O bom samaritano é um exemplo para os homens

Pois o bom samaritano trata disso tudo, e vira um exemplo para todos nós, homens. 

Agora a salvação é uma questão de espírito, alma e corpo! Trata-se de

  1. um homem que supera a intolerância e socorre um homem “inimigo” seu (samaritanos e judeus não tinham boas relações);
  2. um homem que supera o preconceito e salva um homem pelo simples fato deste estar precisando de ajuda, sem perguntar se ele era um bandido ou um santo, ou se ele merecia ser salvo;
  3. um homem que supera o machismo e consegue cuidar das feridas desse homem machucado, tocar-lhe o corpo, passar unguentos, pegá-lo no colo;
  4. um homem que supera o egoísmo e exercita a solidariedade; interrompe sua caminhada, muda sua rotina, gasta seu tempo no cuidado, e ainda dá parte do seu dinheiro para pagar as despesas com a hospedagem. 

DICAS FINAIS

Existem muitas possibilidades de participar da campanha Novembro Azul, visando sensibilizar e conscientizar sobre o cuidado com a saúde masculina. São atividades que oportunizam e promovem o diálogo, a informação, a formação, a partilha de experiências e o fortalecimento para o enfrentamento da doença.

Roda de conversas

Promover um espaço para a troca e esclarecimento de dúvidas, focar aspectos psicológicos que envolvem o diagnóstico e o tratamento do câncer, empoderando pessoas por meio da troca de experiências de vida e fé. Profissionais na área da saúde, da medicina e da psicologia podem trazer uma boa contribuição.

Palestras

Promover palestras informativas e formativas a respeito do câncer de próstata e do cuidado com a saúde do homem. Refletir sobre a cultura e sua influência sobre o comportamento das pessoas quanto ao cuidado e a atenção para com o corpo e a saúde do homem, também se tornam temas oportunos e relevantes de serem abordados.

Participação da comunidade

Procurar se informar a respeito das atividades oferecidas em sua cidade, promovendo a divulgação e incentivando a participação da comunidade; apoiar e se engajar na campanha, organizando e promovendo na comunidade ou a partir da comunidade algumas das atividades acima relacionadas; incluir nas celebrações e no culto comunitário temas relacionados ao propósito da Campanha (cuidado com a saúde e o corpo), tornando-os mais evidentes na espiritualidade e teologia.

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“Que o SENHOR JESUS te ABENÇOE e te GUARDE, que o SENHOR JESUS faça RESPLANDECER o seu ROSTO em ti, e tenha MISERICÓRDIA de ti, que o SENHOR JESUS se LEVANTE ao teu FAVOR, e te dê a PAZ e a PROSPERIDADE” (Nm 6:24-26).

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